O DILEMA DO DESEMPREGO

O desemprego é um fenómeno social caracterizado pela falta de uma ocupação laboral remunerável. Em Angola estima-se que exista mais de 4.000.000 milhões de pessoas desempregadas.

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O DILEMA DO DESEMPREGO
Poupança e Investimento

09/05/2021 às 05:41 | Vizualizações 164

Todos nós de alguma forma já fomos afectados pelo dilema de escassez de dinheiro durante dias, semanas, meses e nos casos mais extremos, anos. Uns superam depois de tantos ajustes, outros porém, só pioram e terminam em dívidas “impagáveis”.

 

Entretanto, este dilema é frustrante quando quem vive as experiências acima citadas é desempregado e tem responsabilidades como filhos e esposa para sustentar. O desemprego é um problema social sério, por isso, vamos dar a ele uma tenção especial.

 

O desemprego em Angola

 

O desemprego é um fenómeno social caracterizado pela falta de uma ocupação laboral remunerável para alguém em idade activa (dos 15 aos 64 para o caso de Angola).

 

Segundo o Inquérito ao Emprego em Angola (IEA) referente ao segundo trimestre de 2020, a taxa de desemprego havia subido quatro pontos percentuais face ao segundo trimestre do ano de 2019, registando-se um total de 4.737.747 desempregados. OBS. Os dados mais recentes não estão ainda divulagdos.

 

Quem verdadeiramente é desempregado?

 

Nem todo que não trabalha é desempregado. Como assim? Vejamos, a População em Idade Activa (PIA) é toda aquela que está em idade própria para trabalhar, que em Angola cobre dos 15 aos 64 anos de idade. E este grupo subdivide-se em dois: a PEA e a PNEA.

 

A PEA é a População Economicamente Activa. Neste grupo incluímos todos aqueles que trabalham, quer seja no sector público ou privado.

 

À PNEA (à População Não Economicamente Activa) se inclui aqueles que têm uma deficiência motora ou psicológica e por isso, não trabalham, se inclui também os estudantes e quem deixou de trabalhar pelos estudos.

 

Entendeu? Nem todo que não trabalha é incluído na lista de desempregados.

 

Incluímos os desempregados na PD, a População Desocupada, que já está em idade activa, não estuda, porém não trabalha também, e aqueles que já procuraram emprego, mas não encontraram e deixaram de procurar. Sem esquecer os despedidos.

 

Os empregados, na PO, População Ocupada, que por sinal também estão incluídos na PEA. Então, em qual destes grupos se enquadra o caro leitor?

 

Agora já sabe quem é desempregado, não é? Se seu filho, parente ou amigo estuda, mas não trabalha, ainda que esteja em idade própria para isto, está incluído na PNEA, na População Não Economicamente Activa.

 

Compreenda que…

 

O trabalho supre uma grande variedade de necessidades humanas e a falta dele pode desencadear desequilíbrio na família, na saúde do desempregado, visto que saúde é também “o bem-estar … económico …, segundo a OMS.   

 

Consequências familiares e psicológicas do desemprego

 

Estudos mostram que o desemprego pode causar no seio familiar comportamentos de agressão, depressão e desobediência, e verificou-se que estas alterações foram observadas em famílias independentemente do nível económico (Solantaus, Leinonen, Punamaki, 2004).

 

Quer dizer, os problemas afectaram tanto as famílias com poupanças e recursos de emergência, como as que não possuíam estas reservas.

 

O desemprego pode afectar negativamente o bem-estar psicológico do desempregado trazendo problemas como:

  •       Fadiga e fraqueza
  •       Variações do peso de corrente de pensamentos negativos de si próprio
  •       Baixa auto-estima
  •       Episódios de depressão nos casos mais graves
  •       Comportamentos de revolta (no caso das manifestações crescentes); ver na imagem
  •  

O DILEMA DO DESEMPREGO 

  •       Insónia
  •       Perda de memória
  •       Falta de atenção ou concentração
  •       Agressão de corrente de viver uma afronta de parentes e pessoas próximas.

 

Pesquisas indicam que os efeitos do desemprego são comparáveis aos que são produzidos por outras situações adversas como o divórcio ou a morte de um ente querido trazendo raiva, frustração e desespero (Júlian Melgosa, Mente Positiva pág. 266).

 

Então, como superar estas emoções e a problemática do desemprego?

 

Qualquer pessoa pode ser atingida pela perda de emprego. Portanto, necessita-se de RESILIÊNCIA. O que é RESILIÊNCIA? É a capacidade de suportar a situações emocionalmente fortes sem cair na disfunção psicológica. Ser forte diante dos problemas.

 

Então, aqui vão algumas dicas:

1.       Seja realista e encare sua real situação financeira. Está comprovado que aqueles que admitem sua real situação, têm maior chance de superar um determinado problema. Por isso encare.

2.       Reduza seus gastos ao mínimo. Controle ao máximo, seus gastos e procure formas económicas de se vestir, se alimentar e de se divertir e verá que pode viver com muito menos se for cuidadoso e auto-aceitar-se.

3.       Seu valor está na sua pessoa e não no seu bolso. Entenda que o valor de alguém não está nas suas posses, mas na pessoa que possui ou não, as posses materiais.

4.       Não se sinta menor que os outros por não ter um emprego.

 

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5.       Se é de auto-estima baixa e de temperamento melancólico, cultive técnicas de pensamentos positivos e optimismo.

6.       Procure apoio. Antes que venham episódios de depressão, baixa auto-estima, sentimento de inutilidade e desânimo, procure apoio de um amigo que lhe escute.

7.       Não se esqueça do lazer e do exercício físico

8.       Procure um grupo de apoio de pessoas que se encontram na mesma situação e estudem formas de saírem desta.

9.       Seja RESILIENTE

10.     Não enverede ao alcoólismo e ao uso de drogas "para esquecer", lute.

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